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Abuso e Exploração Sexual da Criança e Adolescente

Assistência Social - 27/05/2020 | 11:00

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Foto(s): Cedida

Em um momento de mudanças é necessário mudar, é por esta razão que os serviços sócios assistenciais de Rancharia iniciaram post de temas que servem para orientar, refletir, conhecer, informar, fortalecer e etc.

Neste mês de maio devido a campanha do dia 18, iremos trazer assuntos relacionados ao tema: ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DA CRIANÇA E ADOLESCENTE.

Já falamos que:

- O abuso não acontece somente com meninas, como parece ser uma ideia geral, mas também com meninos.

- E que há uma diferença entre carinho e abuso e esta diferença nem sempre é entendida pela criança.

Vamos refletir sobre este segundo item: Quando nós adultos percebemos que estamos sofrendo abuso? Quando percebemos que há um toque a mais? Que existe por traz daquele abraço uma segunda intenção?

É valido aqui entendermos que adultos, adolescentes e crianças sentem e agem de formas diferentes frente ao abuso.

Cada ser adulto ou com um nível de consciência mais maduro e/ou aguçado, (acima dos 10 ou 11 anos de idade) tem dentro de si este alerta de que alguma coisa não está bem ou está errada.

“Um abraço apertado demais, um beijo num lugar estratégico, um leve passar de mão, ou um segurar com um toque íntimo, coisas que nos deixam DESCONFORTÁVEIS.

Os adultos e adolescentes sentem este desconforto, porem por várias razões camuflam ou reprimem dentro de si este alerta. As principais são medo e culpa.

Porque isto acontece? Vamos lembrar que a maioria dos casos de abuso e violência sexual em crianças e adolescentes são com familiares e amigos.

Familiar:  Pai, mãe, padrasto, madrasta, tio, tia, irmão, irmã, pessoas que deveriam cuidar e proteger ou não oferecer riscos.

Amigos: Pessoas queridas e confiáveis de familiares.

Como os adolescentes lidam quando sentem o alerta que falamos acima ou quando são realmente abusados? Quais as perguntas e afirmativas que eles se fazem?

- Será que aconteceu?

- Será que a mamãe/papai ficará chateada comigo?

-Será que irão acreditar em mim?

 -Eu posso destruir minha família.

- Meu Pai e/ou minha mãe irá ficar triste comigo.

- Eu acho que fiz errado.

- A culpa é minha.

Todas estás perguntas e afirmações inibem e deixam o adolescente inseguro para falar sobre o fato, e expor o problema.

Mas... e as crianças menores de 10 e 11 anos? Como estas percebem que há algo errado? Como demostram isso aos pais e responsáveis?

As crianças tendem a mudar seu comportamento, tendem a inventar histórias desconexas nem sempre compreensível para os que está ao redor.

Muitas vezes as crianças apresentam:

  • Terror noturno,                                       
  • Dificuldade de dormir,
  • Pesadelos,
  • Medo do escuro,
  • Rejeição em ficar sozinha ou em companhia de pessoa específica,
  • Insegurança,
  • Medo de lugares e pessoas em geral,
  • Raiva,
  • Quebra brinquedos transfigurar bonecas, bonecos e carrinhos favoritos,
  • Vergonha,
  • Desconforto nas regiões genitais ao lavar ou limpar,
  • Sentir o corpo sujo,
  • Mudanças inexplicáveis de humos,
  • Declínio escolar,
  • Agressividade,
  • Choro,
  • Isolamento social entre outras.

O abuso sexual tem consequência duradoras quando descobertas e não tratadas, modificam o comportamento social das vítimas em curto e longo prazo. Desenvolvendo dificuldade de socialização, fobia, ansiedade.

É necessário que pais e responsáveis não tenham medo de falar sobre isso com as nossas crianças e adolescentes meninos e meninas, não para colocarmos medos, e assim limitarmos sua capacidade de se relacionar, confiar e/ou amar, mas para deixarmos claro que eles são importantes e que sempre poderão contar com nosso amor.

DENUNCIE 3265-1031

Equipe CREAS

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