• Rancharia, 09 de Julho de 2020 | 18:08
  • Acessibilidade:
  •    

Diga não ao abuso e exploração da criança e do adolescente

Assistência Social - 01/06/2020 | 11:35

Imprensa

Foto(s): Imprensa

O mês de maio chegou ao fim, mas isso não significa que devemos parar de falar sobre o abuso e exploração da criança e do adolescente (campanha que marca o mês de maio). Nunca é demais reforçar que a luta pelos direitos dos menores de idade deve acontecer todos os dias em nosso cotidiano, e não somente durante a campanha maio laranja.

Dados estatísticos apontam que, no Brasil, três crianças ou adolescentes são abusadas sexualmente a cada hora (Fonte: https://oglobo.globo.com/…/tres-criancas-ou-adolescentes-sa…).

Deve-se desmistificar a crença de que o abusador segue algum padrão, visto que, não há um tipo de perfil ou características físicas específicas. Ele pode até estar dentro de casa. Pode ser o próprio pai ou padrasto da criança, o irmão mais velho, aquele primo mais velho que brinca no quintal de sua casa com as crianças, ou aquele amigo próximo da família que frequentemente está na casa.

Embora a taxa de homens abusadores seja maior, mulheres também podem abusar sexualmente. Da mesma forma, que meninos e adolescentes do sexo masculino também sofrem abusos sexuais, embora a porcentagem de vítimas do sexo feminino seja maior.

É de extrema importância considerarmos que neste frágil e crítico momento de isolamento social que estamos vivendo, as crianças e adolescentes podem estar mais expostas às situações abusivas. É provável que o número de abusos sexuais contra os menores de idade tenha aumentado potencialmente nos últimos meses. Aponta-se que esses abusos podem elevar-se em 32% durante a pandemia (Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/…/violencia-contra-crianca…).

Sendo assim, devemos ter em mente que a luta é diária, e não deve ocorrer apenas durante um mês ou quando surge um crime nas mídias que nos choca por um tempo e acaba caindo no esquecimento. A luta acontece quando ensinamos as crianças que elas não podem ser tocadas sem consentimento, nem por um estranho nem mesmo por alguém próximo a ela e da família. A luta acontece quando explicamos para as crianças que qualquer toque que as deixem desconfortáveis é assédio ou abuso. A luta acontece quando deixamos claro para as crianças que abuso sexual não é somente o ato sexual em si, mas pode ser é também um olhar e/ou abraços maliciosos, um comentário em tom de brincadeira vindo de parentes ou pessoas próximas da família. Pois muito diferente do que o senso comum acredita, o abuso sexual está nas pequenas coisas e em pequenas atitudes, não se limitando apenas ao ato sexual.A luta também acontece quando auxiliamos para que a criança conheça o próprio corpo e saiba a impor limites sobre o mesmo. E mais do que isso: que ela também saiba respeitar o corpo do outro, pois da mesma forma que ela não pode ser tocada sem consentimento, também não pode tocar alguém sem o consentimento dessa pessoa. Afinal, o respeito é uma via de mão dupla e uma construção diária!

No mais: FAÇA BONITO E DISQUE 100. Não denunciar é ser cúmplice, e ser cúmplice é também ter culpa. As crianças e os adolescentes precisam de nós não somente no mês de maio, mas todos os dias!

Equipe CRAS de Rancharia.

Compartilhe